Aqui, exploramos as raízes do medo através do folclore puro e da tradição oral de diversas nacionalidades. Diferente da ficção, estes relatos nasceram de registros históricos e crenças ancestrais que sobreviveram aos séculos — histórias reais o suficiente para causar o calafrio visceral que corre pela espinha e estremece até a base da coluna.
A Bruxa Bell
Nuckelavee: a maldição viva das Ilhas Orkney
Velhas da Neve — Yukinba e Yukifuriba
Yukinba é descrita como um monstro grotesco: uma figura de mulher envelhecida com um corpo deformado, frequentemente retratada andando ou saltando sobre uma única perna enorme. Yukifuriba tem nome mais “poético” (velha da neve que cai) e, ao contrário da aparência monstruosa da Yukinba, parece uma mulher idosa normal, com pele branca e roupas simples — quase uma versão “cadavérica” da famosa Yuki-onna (a Mulher da Neve).
A Mulher de Gelo
Em regiões frias do norte do Japão, especialmente no Tōhoku, há relatos antigos sobre uma mulher que não adoece com o frio, não busca calor e não pode sobreviver ao contato com água quente. Ela é conhecida como Tsurara-Onna, a Mulher de Gelo — uma entidade associada a estalactites, inverno rigoroso e morte silenciosa dentro de casa.
O Cão Negro de Bungay
Mylingar: as crianças que não descansam
Os Mylingar são entidades do folclore escandinavo associadas aos espíritos vingativos de crianças vítimas de infanticídio. A crença é especialmente forte na Suécia, mas aparece com variações regionais na Noruega (onde recebem o nome de Utburd) e em partes da Finlândia e Dinamarca, atravessando tanto o período pagão tardio quanto a cristianização inicial da região.