Estronho e esquésito

cinema, literatura e estranhezas


Cinema Mudo

Houve um tempo em que o cinema se expressava por olhares exagerados, gestos largos, intertítulos carregados de drama e risadas que surgiam sem aviso. Esta seção propõe um retorno a esse período, reunindo textos que percorrem diferentes caminhos do cinema mudo.

A série Maratona Silenciosa é dedicada aos seriados cinematográficos, enquanto Os Primórdios do Horror investiga os primeiros curtas e longas que ajudaram a moldar o horror nascido ainda sob a estética do silêncio. Já Estrelas do Cinema Mudo revisita atores e atrizes que marcaram a época pela presença, expressividade e impacto que tiveram na consolidação dessa linguagem.

<i>Nick Carter, le roi des detectives</i> (1908)

Maratona Silenciosa
Nick Carter, le roi des detectives (1908)

O seriado é baseado no personagem Nick Carter, criado por Ormond G. Smith, filho de um dos fundadores da Street & Smith Publications. A editora era responsável pela New York Weekly, uma espécie de revista literária que circulou entre os anos de 1846 e 19151, local onde o personagem apareceu pela primeira vez. Em 1903, ele ganhou sua primeira publicação solo, a Nick Carter Weekly, pela mesma editora.

Por Marcelo D. Amado 06 de janeiro, 2026

Vista-se com elegância: vamos ao cinema acompanhar os seriados

Maratona Silenciosa
Vista-se com elegância: vamos ao cinema acompanhar os seriados

Embora hoje associemos os seriados ao conforto de histórias rápidas e resolvidas na TV, nos tempos do cinema mudo o formato era sinônimo de perigo e suspense absoluto. O 'seriado' vivia do clímax: terminava invariavelmente com o herói em uma situação desesperadora — o famoso cliffhanger — para garantir que o público voltasse ao cinema no sábado seguinte. Pode parecer um exercício de paciência impensável na era do streaming, mas aquele frio na barriga semanal foi o auge da diversão em tempos idos.

Por Marcelo D. Amado 05 de janeiro, 2026