Esta seção reúne tudo aquilo que sustenta o espetáculo sem, necessariamente, ocupar o centro do enquadramento. Aqui o foco está na estética, nos objetos, nas soluções criativas e nos recursos que moldaram a experiência audiovisual ao longo do tempo.
Na série CineArte Vintage, o olhar se volta para a arte gráfica do cinema — cartazes e imagens pensadas para seduzir antes mesmo da projeção começar. Em Máquinas Lendárias, relembramos carros, robôs e outras máquinas que conquistaram lugar central nas histórias e no imaginário dos espectadores, tornando-se referências afetivas tão marcantes quanto seus personagens. Já em Muito Antes do CGI exploramos os truques, efeitos e soluções visuais concebidos quando a imaginação precisava compensar a ausência do digital.
Juntas, essas séries tratam o que costuma ser visto como acessório não como curiosidade de bastidor, mas como linguagem essencial do audiovisual.
Máquinas Lendárias
Muito Antes do CGI
Le Voyage dans la Lune (1902)
Imagine que você está em 1902, está com pensamentos a mil por hora, cheio de ideias originais para fazer um filme que, até então, aborda um assunto que seus colegas diretores ainda não exploraram. Mas tem um problema... ainda não inventaram o computador, muito menos o CGI. Nem mesmo efeitos mais simples. Ah, mas você tem o improviso do teatro, a criatividade pulsando, a experiência com mágica e ilusionismo.
CineArte Vintage
Cartazes de 1914
Chegamos a 1914, ano que marca o início da Primeira Guerra Mundial e uma virada decisiva para a história do cinema. Em boa parte da Europa, o conflito provocou a interrupção ou a redução drástica das atividades de muitos estúdios. Faltavam recursos, mão de obra e condições econômicas mínimas para manter uma produção regular.
Muito Antes do CGI
Introdução
Hoje em dia, quando pensamos em naves espaciais cruzando galáxias ou monstros gigantes destruindo metrópoles, nossa mente vai direto para os processadores potentes e softwares de ponta. Mas houve um tempo — não tão distante assim — em que a magia do cinema não dependia de zeros e uns, mas sim de látex, serragem, fios de nylon e uma dose absurda de criatividade bruta.
Máquinas Lendárias
GMC Vandura: um sonho de infância
CineArte Vintage
Cartazes de 1913
Continuamos nossa jornada pela arte dos pôsteres de cinema. Em 1913, o número de produções ao redor do mundo aumenta de forma significativa, e o volume de cartazes acompanha essa evolução. Infelizmente, assim como ocorre com os anos anteriores, muita coisa se perdeu ao longo do tempo ou sobrevive de forma fragmentada, aguardando recuperação e estudo em museus e acervos especializados.
CineArte Vintage
Cartazes de 1910 a 1912
Aos poucos, produtores de curtas, médias e longas-metragens passaram a compreender a importância dos cartazes na divulgação de suas obras. Veremos exemplos que vão dos mais simples — como o cartaz do curta Frankenstein (1910, J. Searle Dawley), produzido pela Edison Studios e distribuído pela Edison Manufacturing Company — até trabalhos que, se retirarmos a tipografia, poderiam facilmente ser confundidos com pinturas dignas de destaque em um museu de arte.
Máquinas Lendárias
Os carros do Ultraman
Ultraman é um dos pilares do tokusatsu japonês. Produzida pela Tsuburaya Productions, a franquia atravessa décadas combinando heróis gigantes, monstros bizarros, efeitos práticos e, algo que sempre chamou a atenção das crianças (e de muito adulto também): máquinas incríveis. Entre jatos futuristas e tanques improváveis, os carros usados pelas equipes de defesa acabaram se tornando parte essencial da identidade da Série Ultra.
CineArte Vintage
Cartazes de 1895 a 1909
No final do século XIX e início do século XX, os então chamados “Pintores de Cinema” criavam pôsteres com forte influência dos cartazes de teatro e circo. O objetivo não era apenas informar sobre o filme, mas sobretudo causar um impacto visual capaz de atrair o público, dando destaque aos títulos e slogans. Em alguns casos, cenas dos próprios filmes apareciam nos cartazes, permitindo que o público avaliasse se a obra era ou não adequada para toda a família.