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Além da Cena

CineArte Vintage

Cartazes de 1913

Por Marcelo D. Amado 20 de janeiro, 2026
<p>Cartazes de 1913</p>
Recorte do cartaz de Gli ultimi giorni di Pompei (1913, Eleuterio Rodolfi)

Continuamos nossa jornada pela arte dos pôsteres de cinema. Em 1913, o número de produções ao redor do mundo aumenta de forma significativa, e o volume de cartazes acompanha essa evolução. Infelizmente, assim como ocorre com os anos anteriores, muita coisa se perdeu ao longo do tempo ou sobrevive de forma fragmentada, aguardando recuperação e estudo em museus e acervos especializados.

Mas sigamos… Abrimos a galeria com o cartaz de Atlantis (1913, August Blom), assinado por Aage Lund e que abre a nossa galeria. Temos ainda a Índia, representada pelo cartaz de Raja Harishchandra (1913, Dhundiraj Govind Phalke).

Vale destacar um dos cartazes do filme Der Student von Prag (1913, Hanns Heinz Ewers e Stellan Rye), assinado pelo artista Imre Földes, importante nome da cena artística da época. Curiosamente, o filme contou também com outro cartaz, assinado por um artista diferente.

Temos ainda um caso curioso com o cartaz de Le avventure straordinarissime di Saturnino Farandola (1913, Marcel Perez e Luigi Maggi), assinado pelo artista Albert Robida, que não traz o nome do filme. O cartaz apresenta apenas a ilustração — muito interessante, por sinal — acompanhada do selo da Società Anônima Ambrosio Torino Film.

Destaco aqui também mais duas curiosidades. A primeira é o pôster do documentário The Undying Story of Captain Scott (1913), uma ilustração baseada em uma fotografia tirada por A. H. Fortney, em 1912. A segunda é o cartaz da primeira apresentação de um dos muitos — mais de centenas — curtas-metragens de Broncho Billy, Broncho Billy’s Christmas Deed (1913), dirigido por ele próprio. Eventualmente, para personagens de grande popularidade ou produções de maior prestígio, eram criados cartazes especiais apenas para a estreia, com o objetivo de convocar o público.

E lá no final da nossa galeria de hoje aparece um cartaz que eu diria… pitoresco. Não é lá muito bonito… ok, eu não desenho nem boneco palito e, segundo a geração mimizenta, eu não tenho lugar de fala… mas que se f… é feio. Estou falando do pôster do filme Das rosa Pantöffelchen (1913, Franz Hofer).

— “E por que você listou isso aqui, então?”
Ora… porque é estranho.




Fontes de pesquisa: MutualArt, iMDB, Wikimedia Commons, Cine Ressources, TBDM

Marcelo D. Amado

Marcelo D. Amado

Criador do Estronho em 1996, um dos fundadores da Editora Estronho em 2011. Coordenou e editou inúmeros livros sobre cinema e tv. É escritor, autor de Ele tem o sopro do Diabo nos pulmões e outros títulos. Atualmente trabalhando como Dev Sênior na Vintage Words Studio.