Aos poucos, produtores de curtas, médias e longas-metragens passaram a compreender a importância dos cartazes na divulgação de suas obras. Veremos exemplos que vão dos mais simples — como o cartaz do curta Frankenstein (1910, J. Searle Dawley
), produzido pela Edison Studios e distribuído pela Edison Manufacturing Company
— até trabalhos que, se retirarmos a tipografia, poderiam facilmente ser confundidos com pinturas dignas de destaque em um museu de arte.
Em alguns casos, a necessidade de divulgar vários lançamentos simultaneamente acabava sacrificando um pouco o apuro artístico. Ainda assim, essa limitação estimulava soluções criativas no design de cartazes que promoviam cinco, seis ou até dez títulos ao mesmo tempo, já instigando o público a acompanhar as datas de estreia. Um bom exemplo disso pode ser visto na galeria abaixo, no anúncio de 1911 da Vitagraph, que convidava o público para os próximos lançamentos da companhia.
Outros países, além da França e dos Estados Unidos, também começam a investir no cinema e, naturalmente, recorrem aos cartazes como ferramenta de atração do público. É o caso da produção italiana L’Inferno (1911, Giuseppe de Liguoro
, Adolfo Padovan, Francesco Bertolini
) ou do filme alemão Das Mädchen ohne Vaterland (1912, Urban Gad
), cujo pôster é assinado por Ernst Dryden
, ilustrador germano-americano.
Os documentários igualmente entram nessa onda de divulgação por meio de cartazes mais elaborados, como ocorre em Cannibals of the South Seas (1912, Martin E. Johnson
, Osa Johnson
).
É também nesse período que surgem os lobby cards, um tipo de pequeno pôster geralmente exposto no lobby (saguão) dos cinemas — daí o nome —, que podia apresentar cenas dos filmes, reproduções reduzidas dos cartazes ou fotografias e ilustrações das estrelas. Um exemplo é o lobby card com a atriz Mary Pickford
para o filme The Informer (1912, D. W. Griffith
).
Fontes de pesquisa: Pixarprinting, MutualArt, iMDB, Wikimedia Commons, Cine Ressources, Warner Bros. Entertainement Wiki, Archiv fün Filmposter