Estronho e esquésito

cinema, literatura e estranhezas


Cinema Mudo

Houve um tempo em que o cinema se expressava por olhares exagerados, gestos largos, intertítulos carregados de drama e risadas que surgiam sem aviso. Esta seção propõe um retorno a esse período, reunindo textos que percorrem diferentes caminhos do cinema mudo.

A série Maratona Silenciosa é dedicada aos seriados cinematográficos, enquanto Os Primórdios do Horror investiga os primeiros curtas e longas que ajudaram a moldar o horror nascido ainda sob a estética do silêncio. Já Estrelas do Cinema Mudo revisita atores e atrizes que marcaram a época pela presença, expressividade e impacto que tiveram na consolidação dessa linguagem.

<p>Pola Negri</p>

Estrelas do Cinema Mudo

Pola Negri

Pola Negri, nascida Apolonia Chałupiec em Lipno, Polônia, em 3 de janeiro de 1897, foi a tradução da sofisticação europeia no cinema mudo. Diferente das estrelas fabricadas pelos estúdios, ela chegou aos Estados Unidos com uma bagagem artística sólida, formada pela disciplina rigorosa do ballet clássico e do teatro polonês. 

Por Marcelo Amado 12 de fevereiro, 2026
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<i>Lieutenant Rose</i> (1910)

Maratona Silenciosa
Lieutenant Rose (1910)

A série foi encomendada em 1910 pela Clarendon Film Company para capitalizar a crescente popularidade das narrativas de aventuras navais, impulsionada pelo fervor patriótico pré-Primeira Guerra Mundial e pelos temores contemporâneos de espionagem na Grã-Bretanha, com inspiração extraída de romances baratos que retratavam espionagem imperial e heroísmo.

Por Marcelo Amado 09 de fevereiro, 2026
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<p>Asta Nielsen</p>

Estrelas do Cinema Mudo

Asta Nielsen

Se hoje estamos acostumados com atuações sutis, onde um olhar diz mais que mil palavras, devemos agradecer a uma dinamarquesa de olhos magnéticos e rosto expressivo chamada Asta Nielsen. Antes dela, o cinema era basicamente teatro filmado, com gestos exagerados e braços ao vento. Asta chegou e mudou o jogo, tornando-se a primeira estrela verdadeiramente global e ganhando o apelido carinhoso de Die Asta.

Por Marcelo Amado 05 de fevereiro, 2026
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<i>Meskal le contrebandier </i> e <i>Le vautour de la siria </i>(1909)

Maratona Silenciosa
Meskal le contrebandier e Le vautour de la siria (1909)

Vale destacar  a série baseada nos livros de Georges Clavigny e a participação de Joë Hamman, ator, diretor e ilustrador, considerado um dos pioneiros do western francês, ao lado do já citado Victorin-Hippolyte Jasset com sua a produção de Riffle Bill, le roi de la prairie (1908), que já vimos por aqui.

Por Marcelo Amado 02 de fevereiro, 2026
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<p>Introdução: antes dos monstros, o assombro</p>

Os Primórdios do Horror

Introdução: antes dos monstros, o assombro

O horror no cinema não nasceu com vampiros consagrados ou criaturas de borracha maquiadas. Ele veio antes disso — cru, experimental, muitas vezes disfarçado de curiosidade, brincadeira visual ou simples truque de feira.

Nos primeiros anos do cinema, o medo não era um gênero. Era uma curiosidade... ou um efeito colateral.

Por Marcelo Amado 30 de janeiro, 2026
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<p>Lillian Gish</p>

Estrelas do Cinema Mudo

Lillian Gish

Conhecida como a "Primeira Dama do Cinema Americano", Lillian Gish foi muito além da atuação, sendo pioneira em técnicas de interpretação e defensora ferrenha da preservação fílmica. Com uma carreira que atravessou sete décadas, desde os épicos de D.W. Griffith até produções modernas, ela consolidou seu legado como uma das figuras mais resilientes e influentes da história da sétima arte.

Por Marcelo Amado 26 de janeiro, 2026
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<i>Morgan, le pirate</i> (1909)

Maratona Silenciosa
Morgan, le pirate (1909)

As aventuras do Pirata Morgan já eram contadas bem antes deste pequeno seriado de três capítulos. Sim, existiu realmente um corsário britânico, Henry Morgan, que ficou famoso por apavorar as águas do Caribe entre 1663 e 1671. Ele não se limitava a ataques por mar, fazendo com que seus homens caminhassem por quilômetros para invadir e saquear as cidades.
Por Marcelo Amado 26 de janeiro, 2026
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As continuações de <i>Nick Carter</i> (1909)

Maratona Silenciosa
As continuações de Nick Carter (1909)

Ainda embalados pelo sucesso de Nick Carter, le roi des détectives (1908) e de seus outros seriados, os executivos da Éclair decidiram investir em mais uma produção estrelada pelo famoso detetive. Naquele momento, Nick Carter já era um personagem extremamente popular, vindo da literatura pulp e dos folhetins, e o cinema francês soube explorar muito bem essa fama.

Por Marcelo Amado 19 de janeiro, 2026
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<i>Dragonnades sous Louis XIV</i> (1909)

Maratona Silenciosa
Dragonnades sous Louis XIV (1909)

Ainda com os pioneiros franceses, a terceira obra de nossa jornada pelos pioneiros dos seriados no cinema, na verdade, pode ser chamada de uma minissérie, uma vez que teve apenas dois episódios, mas ainda assim cabe dentro do nosso tema.

Por Marcelo Amado 12 de janeiro, 2026
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<i>Riffle Bill, le roi de la prairie</i> (1908)

Maratona Silenciosa
Riffle Bill, le roi de la prairie (1908)

A série aproveitou a febre gerada pela turnê Buffalo Bill’s Wild West, que excursionou pela Europa entre 1902 e 1906. Na França, o espetáculo causou um impacto cultural tão profundo que o cinema sentiu a necessidade de replicar o gênero Western com uma sensibilidade europeia, criando o que historiadores chamam de "Western Camargue" ou "Western Francês".

Por Marcelo Amado 08 de janeiro, 2026
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<i>Nick Carter, le roi des detectives</i> (1908)

Maratona Silenciosa
Nick Carter, le roi des detectives (1908)

O seriado é baseado no personagem Nick Carter, criado por Ormond G. Smith, filho de um dos fundadores da Street & Smith Publications. A editora era responsável pela New York Weekly, uma espécie de revista literária que circulou entre os anos de 1846 e 19151, local onde o personagem apareceu pela primeira vez. Em 1903, ele ganhou sua primeira publicação solo, a Nick Carter Weekly, pela mesma editora.

Por Marcelo Amado 06 de janeiro, 2026
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Vista-se com elegância: vamos ao cinema acompanhar os seriados

Maratona Silenciosa
Vista-se com elegância: vamos ao cinema acompanhar os seriados

Embora hoje associemos os seriados ao conforto de histórias rápidas e resolvidas na TV, nos tempos do cinema mudo o formato era sinônimo de perigo e suspense absoluto. O 'seriado' vivia do clímax: terminava invariavelmente com o herói em uma situação desesperadora — o famoso cliffhanger — para garantir que o público voltasse ao cinema no sábado seguinte. 

Por Marcelo Amado 05 de janeiro, 2026
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