Estronho e esquésito

cinema, literatura e estranhezas


Palavras de Época

Algumas histórias não pertencem apenas ao passado. Elas atravessam o tempo carregando ideias, medos, costumes e visões de mundo que continuam a ecoar — muitas vezes de forma incômoda.

Palavras de Época é um espaço dedicado à leitura e releitura da literatura clássica, sem pressa e sem verniz desnecessário. Aqui, diferentes tradições convivem lado a lado, permitindo que textos antigos sejam observados à luz de hoje, sem perder sua densidade original.

A série Clássicos de Horror e Incômodo reúne obras fundamentais do horror — psicológico, fantástico ou perturbador — enquanto Sombras do Folclore se dedica às lendas e narrativas populares que atravessaram o oral, chegaram à literatura e ajudaram a moldar o imaginário coletivo.

<p>3 — A Moça e a Vela</p>

Sombras do Folclore

3 — A Moça e a Vela

O conto A Moça e a Vela insere-se em uma categoria recorrente do folclore luso-brasileiro: as narrativas de advertência dirigidas sobretudo aos jovens, em especial às moças, nas quais a desobediência aos conselhos familiares resulta em contato direto com o sobrenatural. Nessas histórias, certos espaços domésticos assumem função simbólica.

Por Guardião do Estronho 09 de fevereiro, 2026

<p>4 — O lado sombrio de Bernardo Guimarães</p>

Clássicos de Horror e Incômodo

4 — O lado sombrio de Bernardo Guimarães

Depois de transitar pelo horror moral de Machado, pelo decadentismo urbano de João do Rio e pelas obsessões grotescas do final do século XIX, chegamos a Bernardo Guimarães — um autor que muita gente insiste em reduzir ao regionalismo romântico, mas que tem veias muito mais sombrias do que costuma aparecer nos livros didáticos.

Por Guardião do Estronho 06 de fevereiro, 2026

3 — Submissão, excessos e brutalidade

Clássicos de Horror e Incômodo
3 — Submissão, excessos e brutalidade

Os contos reunidos nesta parte exploram o grotesco em suas diferentes faces: a submissão diante do inaceitável, o excesso que degrada e a brutalidade cotidiana que se normaliza. Não se trata de sustos rápidos ou efeitos fáceis. O desconforto nasce da insistência, da repetição, da sensação de que algo foi deformado — por dentro e por fora.

Por Guardião do Estronho 30 de janeiro, 2026

<p>2 — A Mulher Gaiteira</p>

Sombras do Folclore

2 — A Mulher Gaiteira

Como ocorre com A Moura Torta ─ que vimos no artigo anterior dessa série ─, trata-se de uma história que atravessou fronteiras, foi reelaborada no contato com o cotidiano local e acabou registrada como conto popular. Aqui, o cenário é brasileiro, os personagens são reconhecíveis, mas o esqueleto da narrativa pertence a um repertório muito mais antigo.

Por Guardião do Estronho 26 de janeiro, 2026

2 — O grotesco em Machado de Assis e João do Rio

Clássicos de Horror e Incômodo
2 — O grotesco em Machado de Assis e João do Rio

O horror clássico brasileiro raramente recorre ao espetáculo puro. Ainda assim, quando decide tocar no macabro, o faz com precisão e desconforto duradouro. Os contos reunidos nesta segunda incursão não buscam apenas inquietar: eles perturbam e deformam. Não há aqui sustos fáceis. Há obsessão, grotesco, morte e uma sensação persistente de que algo foi atravessado — e não deveria.

Por Guardião do Estronho 17 de janeiro, 2026

1 — Introdução: o fantástico, estranho e inquietante

Sombras do Folclore
1 — Introdução: o fantástico, estranho e inquietante

Este artigo abre os portões da série Sombras do Folclore. Cabe a ela percorrer um território específico e pouco visitado: aquele em que autores brasileiros tomaram narrativas de origem popular — lendas, causos, tradições regionais — e as transformaram em contos literários de feição fantástica, inquietante ou sombria. Não se trata do folclore enquanto registro ou curiosidade etnográfica, mas do folclore já atravessado pela escrita, moldado pela forma literária e submetido à intenção estética.
Por Guardião do Estronho 12 de janeiro, 2026

<p>1 — O inquietante Machado de Assis</p>

Clássicos de Horror e Incômodo

1 — O inquietante Machado de Assis

Esta primeira incursão por contos clássicos brasileiros de horror e incômodo reúne textos em que o inquietante não se apoia no sobrenatural ostensivo, mas naquilo que é íntimo, moralmente instável e essencialmente humano. Não se espere aqui monstros evidentes ou sustos fáceis. O que se oferece são espelhos — e nem todos devolvem uma imagem agradável.

Por Guardião do Estronho 08 de janeiro, 2026