O site Estronho e Esquésito surgiu em 1996, ainda nos primórdios da internet brasileira, como um refúgio para curiosidades, bizarrices e entretenimento fora do comum. Um espaço onde o estranho era celebrado, o esquésito ganhava voz e o convencional ficava do lado de fora.
Muito antes de qualquer plano editorial, o Estronho já existia como ideia: um olhar torto para o mundo, um gosto declarado pelo que não se encaixa.
Era uma época em que não existiam Google, YouTube ou redes sociais. Garimpávamos notícias estranhas, imagens esquisitas, casos bizarros, lendas urbanas e nomes esdrúxulos — coisas que hoje nem poderíamos sonhar em publicar como humor, sob o risco de a geração mimizenta aparecer armada com processos.
Por volta de 2004, vieram os contos escritos por gente de todo canto do Brasil e de Portugal. O Estronho virou também um espaço aberto para mostrar talento ou simplesmente botar pra fora aquelas ideias inquietantes que não encontravam abrigo em lugar nenhum.
E foi por isso que, em 2011, esse espírito acabou encontrando outro caminho e nasceu a Editora Estronho, voltada à fantasia, ao terror e à ficção científica1.
Vieram anos intensos, marcados por livros, autores inquietos, leitores apaixonados e a construção de um catálogo que nunca quis ser óbvio — fugia do comum e acabou inspirando outras editoras a ousarem mais em suas edições.
O site original foi encerrado em 2016. A editora seguiu seu curso até o início de 2025, quando suas atividades foram oficialmente encerradas.
A Editora Estronho permanece como memória, como acervo e como parte de uma trajetória que sempre acreditou que o estranho não é exceção — é linguagem. E, sim, ainda temos alguns e-books espalhados por aí.