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Os anos inumeráveis perder-se-ão nos jardins do esquecimento.

E o tempo, assim como, a dor e o lamento desintegrar-se-ão ao pó

Quando dias mais cálidos vierem por entre as

frestas que os invernos futuros deixarão.

Quando a Luz do Sol dissolver os últimos rastros da neve

De invernos de outros tempos

Tudo o que restará é o que os olhos viram e alma sentiu.

Quando as estrelas se desprenderem do céu da noite

Quando as eras se passarem lentamente diante de mim

Quando os mares abrandarem as ondas do caos que os olhos vêem

Quando a última gota de orvalho cair

Ao Sol da primeira manhã da primavera

Quando o brilho púrpura do crepúsculo tomar o firmamento

E o último traço de luz tomar meus olhos atentos

Saberei que a jornada não foi em vão;

Até lá continuo a caminhar...


Comentários  

+1 #1 RE: O Jardim do EsquecimentoAmara Galvão 27-01-2011 23:33
Parabéns, meu querido...

Sem palavras... :D
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0 #2 RE: O Jardim do EsquecimentoRute 13-02-2011 14:03
Adorei! Parabéns Dé.
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Poesias

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