Os anos inumeráveis perder-se-ão nos jardins do esquecimento.
E o tempo, assim como, a dor e o lamento desintegrar-se-ão ao pó
Quando dias mais cálidos vierem por entre as
frestas que os invernos futuros deixarão.
Quando a Luz do Sol dissolver os últimos rastros da neve
De invernos de outros tempos
Tudo o que restará é o que os olhos viram e alma sentiu.
Quando as estrelas se desprenderem do céu da noite
Quando as eras se passarem lentamente diante de mim
Quando os mares abrandarem as ondas do caos que os olhos vêem
Quando a última gota de orvalho cair
Ao Sol da primeira manhã da primavera
Quando o brilho púrpura do crepúsculo tomar o firmamento
E o último traço de luz tomar meus olhos atentos
Saberei que a jornada não foi em vão;
Até lá continuo a caminhar...
Comentários
Sem palavras... :D
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