Em maio completamos dois anos da publicação de Insanas... elas matam!, antologia de terror escrita somente por mulheres, que foi um dos primeiros lançamentos oficiais da Editora Estronho, ao lado de Cursed City - Onde as almas não têm valor e Adorável Noite, de Adriano Siqueira. Antes desses títulos, já haviam sido lançados outros quatro em parceria com a Editora Literata, mas com a estrutura 100% da Estronho, foram os primeiros filhos.
Adorável Noite ainda figura como nosso título de maior vendagem (até o fechamento deste texto) e Insanas está entre os primeiros, mesmo tendo sido esgotado há vários meses. A procura pelos contos de terror dessas escritoras malvadas tem sido constante e, em praticamente todos os eventos que participamos, fomos questionados a respeito de uma nova tiragem. São leitores que tiveram indicação de outros, ou viram algumas das muitas resenhas a respeito do livro, ou ainda que compraram a versão em eBook, mas desejam a edição em papel por causa do projeto gráfico, que foi uma das características marcantes da antologia, ao lado, claro, dos contos carregados de terror - sejam eles repletos de sangue ou de uma pesada carga psicológica.
Durante a leitura de O Inimigo Final cada parte me transportava ainda mais para uma realidade que eu não sabia se era real ou ficção. Quer dizer, a forma como o André Bozzetto Jr. escreve torna o texto tão verossímil que não sei quando começa a realidade e passa para a criação de um autor, pois muitas partes são inspiradas em sua vida e nas de seus amigos.
O Inimigo Final é a história do crescimento de alguns amigos, a passagem para a vida adulta e a dificuldade que isso pode causar, a amizade que fica e que some. As brigas enquanto jovens, por mulheres, por espaço e talvez por ego.
As imagens são tão bem descritas que simplesmente surgiram na minha frente, algumas são fortes, marcam e por vezes chocam.
Celly Borges
Quando recebi o original de "A ascensão da casa dos mortos", confesso que a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: Ah, não... mais uma história com casas. E pensei isso, porque além de ser comum o tema, até mesmo em livros que podemos considerar clássicos, tinhamos acabado de lançar a ideia da antologia "Malditas, as casas têm atmosfera", então naquele momento achei que eram casas demais. No entanto eu já conhecia um pouco do trabalho desse promissor autor, através dos contos que havia nos enviado para participar de algumas de nossas seleções. E justamente por conhecer a qualidade de seus textos, resolvi olhar com mais atenção aquele original. Resultado: Não só foi aprovado, como veio a ideia de chamá-lo para ser um dos autores convidados de "Malditas".