"Somos tão fúteis que nos importamos mesmo
com a opinião daqueles que não nos importam. "
(Marie von Ebner-Eschenbach)
Ultimamente o bullying tem sido um dos temas mais comentados em diversos cantos do planeta. Mas onde ele tem a sua predominância, com maior número de casos extremos com consequências trágicas, é no país do Tio Sam, os Estados Unidos. E falando em Tio Sam, vamos contar aqui a história do menino Sam, uma destas tantas vítimas de bullying que já sofreram nos Estados Unidos.
Sam, como a maioria dos garotos norte-americanos, gostava de filmes, video games, e assistir os jogos de baseball, basquete e futebol americano pela TV. Gostava de comer cereais matinais, sanduíches de pasta de amendoim, e principalmente bobagens super calóricas. Porém, a diferença dele perante os demais garotos era a Quantidade. Quando não estava na escola, seu dia se resumia em ficar na frente da TV, comendo. Jogava muito mais video game do que as outras crianças, e assistia muito mais filmes também. Gostava de assistir as partidas esportivas, porém não jogar. Pois era imensamente obeso e ficava cansado só de subir uns poucos degraus de uma escada. Comia exageradas quantidades de hot-dogs, cheeseburgers, pizzas, pipoca com manteiga, e tudo o mais que era lotado de gordura saturada. Nas horas em que estava triste, seu refúgio era a comida. Portanto tudo isso era um círculo vicioso, pois quanto mais comia, mais gordo ficava, daí, mais deprimido se sentia por p erceber que tinha engordado, daí, comia mais para tentar esquecer a tristeza, daí, ficava mais gordo, daí, se sentia mais deprimido, daí, comia mais, daí, ficava mais gordo, daí.... ficava sem amigos.
Ninguém queria ser amigo de Sam, pois conversar com ele na frente dos outros 'queimava o filme'. Com a mais absoluta certeza, todas as pessoas que estudavam ou trabalhavam na escola (incluindo as mais idosas) NUNCA tinham visto um garoto tão gordo na vida inteira. É, ele era REALMENTE Gordo. Chegava a mais de 2 centenas de quilos de massa recheada num corpo de estatura média. Era tanta banha que causava repugnância e até enojava a grande maioria dos seus "colegas" de escola. Sei que estou sendo chato ao insistir para que tenham uma noção exata do tamanho de Sam, mas vejam essa comparação: o peso corporal de um ser humano normal é distribuído em média por: 15% de gordura, 40% músculos, 16% pele, 14% ossos, 7% sangue, e 8% outros. Já o corpo do menino Sam era composto por quase 40% de gordura (!!!), desregulando totalmente toda essa porcentagem dita.
Os meninos pops da escola, os atletas, o apelidaram de Banha de porco. Se você reparar o apelido ao pé da letra, vê que ele não faz muito sentido, porém era engraçado e humilhante (as duas características principais para que um apelido faça sucesso). Os nerds o apelidavam com nomes de personagens de desenhos animados, como Snorlax ou Majin Boo. As meninas eram menos criativas, chamavam-no de apelidos mais manjados, como Bola, Elefante ou Baleia. Mas todos “alopravam” o menino, e sentiam-se superiores a ele. As meninas riam dele em demasia, e quanto mais elas riam, mais ele se sentia um derrotado.
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O primeiro trote que praticaram com Sam foi já na primeira semana de aula. Sam era novato na escola, e logo que entrou, chamou a atenção de toda ela. Ele vivia de cabeça baixa, na dele, pois sabia que seria perigoso manter contato com as pessoas, portanto as evitava ao máximo. Tentava parecer despercebido, mas era impossível com todo aquele tamanho.
Logo no primeiro dia começaram os comentários, no segundo a zoação (os garotos do fundo da sala gritavam os apelidos para que Sam ouvisse, e depois riam), e no terceiro começaram a lançar bolas de papel amassadas na sua cabeça. O gordo se mantinha de boca fechada e recebia insultos, objetos arremessados, e tapas na cabeça sem o menor pio, pois o medo do pior predominava nele.
No fim da semana veio o trote. Lars Hetfield era o que mais pegava no pé de Sam, e junto com seu amigo baba-ovo -Axl White - tiveram uma idéia para atormentar o gordo que poderia ser muito engraçada (para eles). Na hora do intervalo, Lars mandou Axl ir trocar uma idéia com Sam fingindo-se de amigo. Axl chegou a Sam e se apresentou, perguntou se estava tudo bem, qual era seu nome, quantos anos tinha, se estava gostando da escola, e coisas simples do tipo. Sam respondia tudo com vergonha e certo temor, pois desde pequeno já estava acostumado com essas falsas solidariedades. Enquanto Axl puxava assunto com Sam, Lars chegou por trás com um pano e tampou a boca do gordo. Este ato foi planejado para o início do plano, pois Sam não poderia gritar chamando por ajuda. Enquanto Lars, que era bem grande e forte, segurava e pressionava o pano contra a boca de Sam, Axl chegou ao pé de seu ouvido e disse: “Vamos agora para o banheiro, e se você tentar fugir ou reagir vai apa nhar tá ouvindo?”, Sam não respondeu e Axl repetiu lhe chamando pelo apelido que já tinham inventado: “Responde! Tá ouvindo ou não, Banha de porco???”. Sam assentiu, e os outros dois o conduziram até o banheiro.
Lá dentro estava um garoto lavando as mãos, e como Lars era respeitado e temido na escola, mandou que o garoto saísse. Lars e Axl, cada um pegando em um braço do gordo, o deixaram de frente com uma privada e Lars explicou a Sam o porquê de estarem ali: “Aê Banha de porco, agora você vai enfiar a cara nessa privada”. Sam arregalou os olhos e começou a balançar a cabeça como que em gestos de negação, murmurando ‘não, não’ por debaixo do pano. Lars deu um tapa na cara de Sam e obrigou este a descer a cabeça até o vaso. Ele resistia, mas Axl o pegou pelo pescoço e forçou para aquela direção. Aos poucos, sua cabeça inteira foi submergindo na água, começando pelo nariz, indo para as bochechas e olhos, até ultrapassar as orelhas. Axl pressionava com força a cabeça do menino Sam para dentro d’água, enquanto Lars falava a Sam o resto do plano. “Você vai ter que falar agora: Eu sou um gordo escroto com banhas de porco”. Sam começou a tent ar escapar e reclamar ao mesmo tempo, mexendo a boca e fazendo bolhas na água. “Vai seu porco, fala!” disse Lars enquanto chutava as costas de Sam. Este, sem outra opção, fez o que mandaram. Começou a falar dentro d’água, borbulhando e com dificuldade: “eu sour urn gounrdo esncrounto com banras de proncu”. Lars e Axl riam freneticamente e mandavam-no repetir. Ele falava novamente e eles tornavam a mandá-lo repetir. Fez isso por umas 15 vezes até que os dois resolveram parar, pois já estavam satisfeitos.
Lars, ao mesmo tempo em que ria, disse: “Pronto, vamos seu gordo levante e vaza daqui! hahahahaha”. Sam tentou se levantar no mesmo instante, pois não via a hora de manter distância dos dois. Com dificuldade saiu correndo dali, uma cena ridícula, um monstruoso menino obeso correndo ofegante, balançando as tetas e com a cara cheia de água sanitária. Minutos depois o tempo do intervalo se esgotou, e todos voltaram para a aula. Sam sentou na sua cadeira e baixou a cabeça, chorando entre os braços cruzados. Enquanto isso, no fundo da sala, Lars e Axl contavam aos demais amigos o que haviam feito, e todos riam muito. Para Sam, o tempo estava demorando a passar, e ele contava os minutos para chegar a hora de ir embora.
O tempo passou, e o sinal do colégio tocou como aviso de que estavam dispensados. Sam se sentiu aliviado, levantou e tentou sair da escola o mais rápido possível. Porém, um amigo de Lars e Axl, já estava lhe esperando do lado de fora da escola. Seu nome era George Silva, um garoto negro filho de brasileiros, muito corpulento e conhecido por seu exímio talento em MMA, a modalidade de luta mais completa do mundo, que abrange todas as qualidades de cada arte marcial existente, ou seja, um lutador de MMA poderia vencer qualquer um em uma briga de rua, pois se fosse um aluno dedicado em seu treino, poderia derrubar, esquivar, socar, estrangular, e finalizar seu oponente de várias maneiras possíveis. Ele estava esperando pelo gordo Sam para poder se divertir, se aproveitando com malignidade de suas habilidades. Sam estava encrencado.
Quando Sam acabou de passar o portão de entrada/saída da escola, sentiu uma mão pesada em seu ombro. Dedos firmes pressionavam o seu trapézio, e quando Sam virou curioso para a direção da mão, levou um soco violento no nariz, caindo com as costas gordas no chão. Eles estavam na calçada, e o barulho do tombo na mesma foi muito alto, pois foi muito peso que se chocou contra as pedras. Todos olharam para Sam esparramado no chão e se interessaram, fixando o olhar na direção do acontecimento. Acima dele, Silva ria de braços cruzados com Lars e Axl já atrás dele. Lars, o chefe do grupo, disse para Silva: “Vamo negão, quero ver se você bate tanto quanto você diz! Vamo vê o que você faz com o Banha de porco! Hahahaha!”.
Silva adorava um desafio, e foi instantânea sua reação após recebê-lo. Quando Sam estava terminando de se levantar, Silva segurou no pescoço do mesmo forçando a parte interna dos pulsos contra ele. Travou o pescoço de Sam e levantou o joelho em direção ao seu rosto. A joelhada foi aplicada com maestria, acertando e rasgando a boca de Sam. Silva então desferiu mais três joelhadas machucando completamente o rosto gordo do menino, deixando-o mais inchado que o normal.
Sam caiu no chão e começou a chorar, e todos, inclusive as meninas, riam da cena considerada ridícula. Com medo de serem pegos pelo diretor da escola, Silva, Lars, e Axl, fugiram para suas respectivas casas, deixando o gordo lá deitado na cena do “crime”, chorando.
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A segunda semana de aula foi ainda mais difícil para Sam. Torturas diárias resumiam sua rotina na escola. Na segunda-feira após o intervalo, quando Sam voltou para a sala, teve uma desagradabilíssima surpresa. Sua mochila e seu caderno se encontravam encharcados por algum líquido estranho. As páginas do caderno estavam rasgadas ou no mínimo inutilizáveis devido ao líquido. Enquanto Sam observava seus pertences em tal estado, os demais garotos acabavam de entrar na sala rindo loucamente da expressão tristonha do gordo. Quando Sam pegou o caderno na mão, sentiu o terrível cheiro de urina dos garotos. Largou o caderno e abriu a mochila. Esta se encontrava regada por um excesso de urina que quase transbordava. Ele notou nessa hora que não foi só um garoto que fez aquilo, foram vários.
A semana demorava a passar para Sam, e ele esperava sempre ansiosamente a chegada do fim de semana, para que pudesse relaxar um pouco, e descansar dos trotes e torturas de Lars e Cia. Este era muito criativo quando o assunto era aloprar o gordo. As idéias de tormentos novos eram muitas, e dificilmente se repetiam. Mas neste caso, se faltasse alguma idéia nova, não era problema, pois Lars repetia os trotes mais engraçados novamente. O que importava a ele era que Sam não escapasse ileso um dia sequer. Dia após dia, Sam vinha sofrendo, e no terceiro mês de aula veio o que ele considerou a pior de todas as torturas já feitas.
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No horário do intervalo de um dia do terceiro mês, quando Sam adentrou o banheiro para usá-lo, todos os alunos da sala já se encontravam a par das intenções de Lars. Por isso, no momento em que Sam se preparava para usar o mictório, mais de 20 garotos entraram no banheiro (incluindo, é claro, Lars e Axl). Ao ver aqueles rostos sorridentes e insanos o olhando, Sam gelou a espinha. Lars se postou a frente do grupo e disse: “Olá gordo!”. Sam se manteve calado e Lars continuou: “Temos uma surpresa pra você! Eles ainda não sabem qual é, mas vou explicar agora”. Lars mandou que Axl fosse buscar uma toalha e um pedaço de pau. Este não entendeu qual o motivo para obter tais objetos, porém foi à procura imediatamente, pois tinha enorme respeito (e medo) pelo grande Lars. Minutos depois, Axl voltou com os materiais pedidos pelo “chefe”. Todos em volta no banheiro estavam curiosos para saber o que Lars queria com um pau e uma toalha. Ele explicou, enquanto três deles seguravam Sam: “Alguém quer brincar de Estoura-Balão???” (Estoura-Balão é uma brincadeira, muito comum em festas de aniversário, em que há um balão pendurado, e uma pessoa {no caso o aniversariante} é vendado por um pano qualquer, e tenta acertar o balão com um pedaço de pau. O objetivo é estourá-lo para que derrame os doces que estão dentro). Todos já entenderam na hora qual era o plano de Lars. E como a maioria deles também gostaria de zoar o gordo Sam, não faltaram pretendentes para a “brincadeira”. Lars escolheu um deles, e lhe deu na mão o pedaço de pau. Amarrou então a toalha nos olhos do menino, vendando-o. Axl e mais três garotos amarraram com dificuldade o gordo Sam, mesmo sem este reagir (pois ele sabia que não adiantaria em nada. Eram mais de 20 garotos para forçá-lo a isto!). E daí veio à pior parte: os garotos arrancaram a roupa do gordo, incluindo calças, cueca e tudo! Pelado ele era semelhante a um porco cachaç o. Desprovido de roupa ele revelava suas várias dobras e lombadas no corpo, parecia ter 4 tetas e 6 nádegas, e, além disso, tinha o pintinho pequeno. Sam chegou ao seu limite... sentia-se tão arrasado que nem tinha mais forças para chorar. Estava acabado. Todos riam demasiadamente enquanto o garoto com o pau na mão e venda nos olhos batia no gordo, e este não gritava nem chiava, pois não tinha forças para tal. Sentia-se já morto, destruído e com a auto-estima mais baixa possível para um ser humano.
O que os mal-feitores não sabiam, é que em um canto do banheiro estava um sujeito que passava por despercebido no momento, embora ele fosse bastante notável em qualquer outra situação. Um garoto de mais idade, que ainda permanecia no colégio por já ter repetido várias séries. Seu nome era James Morrison, considerado estranho e obscuro pelos demais alunos, Morrison era um metaleiro sinistro, vestia-se sempre de preto, e com correntes presas em todas as peças de sua vestimenta. Passava o dia todo isolado dos demais, com seu fone de ouvido tocando sempre músicas de rock pesado como Fear Factory, Children Of A Bodom e Brujeria. Todos na escola adquiriram certa repulsa de Morrison desde a primeira vez em que o viram. “É melhor deixá-lo na dele, melhor evitá-lo” era o tipo de coisa que pensavam, e às vezes comentavam uns com os outros.
Após torturarem o gordo, Lars e os demais saíram do banheiro, deixando (como sempre) o menino Sam no local.
- “Ei seu gordo!” – disse Morrison, quando os dois não tinham outra companhia no banheiro.
Sam, cabisbaixo, pensou: “pronto, lá vem mais um!”
- “Você não quer dar um jeito nesses caras?” – continuou – “Você tem que se vingar seu idiota! Não pode deixar esses bostinhas fazerem isso com você!”
Sam ainda não havia se recuperado, mas já estava, aos poucos, achando forças para viver. Pegou sua roupa que estava jogada no chão e começou a se vestir.
- “Responde gordo! Estou aqui pra te ajudar! Odeio esses mauricinhos também! Vai querer se vingar ou não?”. Sam assentiu, e eles combinaram o que podia ser feito.
O plano de Morrison consistia em armar uma tocaia para pegar algum ou alguns deles (de preferência os mais folgados {e entre estes, de preferência Lars}). Como o combinado, no dia seguinte Sam foi ao banheiro, e como Lars fazia às vezes, disse para alguém segui-lo. Desta vez este alguém foi George Silva, o lutador que já havia batido em Sam há alguns meses. Porém este não esqueceu, para a infelicidade de Silva. Sam adentrou o vestiário/banheiro, Silva logo em seguida, e Morrison por último, fechando a porta com uma batida estrondosa, que fez Silva olhar para trás assustado. Morrison olhava este com uma expressão maligna, com aqueles cabelos compridos cobrindo a cara, dando um ar de louco. Silva então percebeu que o cabeludo estava na posse de um bastão de baseball, e antes de poder dizer algo, Silva levou uma porrada na cabeça com o mesmo, desmaiando na hora.
Alguns minutos depois, Silva acordou a tapas, e percebeu que se encontrava amarrado pelos braços e pernas nos bancos do vestiário. Queria gritar, mas não podia, pois tinha uma fita em sua boca tampando-a. Foi então que Sam, pela primeira vez se sentiu animado nesta escola, e pela primeira vez também, ele sorriu na mesma.
-“Você é o lutador então né? Sabe dar chutes e socos? Vamos ver se a partir de hoje você vai continuar dando!”- Sam disse em tom de ameaça. Neste momento, o gordo possuía o bastão em suas mãos, assim levantou-o e acertou o joelho de Silva, sem dó! Silva revirou os olhos devido à dor, e o máximo que conseguia fazer era murmurar por debaixo da fita. Sam acertou mais vezes o bastão mirando a mesma perna de Silva, quebrando a canela e o fêmur em várias partes. Para Silva, cada pancada era mais insuportável do que a outra; e enquanto este sofria, Sam sorria de satisfação.
- “Uma perna a menos!!!”. O gordo fez o mesmo com a outra perna e os dois braços do lutador, deixando-o com todos os membros destruídos. Silva acabou desmaiando de tanta dor, e após realizar o seu desejo, Sam saiu do vestiário junto com Morrison, deixando o lutador desmaiado, quebrado e amarrado no banheiro.
Retornando em silêncio à sala de aula, como se nada houvesse acontecido, Morrison disse: - “Pronto gordão! Agora quando os outros virem isso, ninguém mais vai mexer com você!”
- “Não... isso irá se estender pelo resto da minha vida... não tem jeito... enquanto eu tava batendo naquele idiota me senti muito bem... foi bom enquanto durou”
Morrison só foi entender o que Sam queria dizer com esta última frase, no dia seguinte, quando leu a trágica notícia nos jornais da cidade.
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Na manhã seguinte, Sam foi encontrado em seu quarto com os pulsos cortados, já sem vida. Sua mãe chorava como uma desvairada. A polícia chegou ao local poucas horas depois, e avistou o grande corpo de Sam banhado de sangue, e o chão a sua volta encharcado com aquele líquido vermelho, gorduroso e fétido.
Sam morreu. Ao contrário dos contos de fadas, esta história não teve um final “feliz”, pois quem morreu não foi o vilão.
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Mesmo depois de tudo isso, no ano seguinte Lars Hetfield e Axl White continuaram praticando o bullying na escola. Desta vez, a vítima era um garotinho cabeçudo, que os dois apelidaram de T-Head, devido à cabeça do garoto ser - segundo eles - de tamanho e formato semelhante ao de um dinossauro T-Rex.
Durante o ano, o garotinho cabeçudo, assim como Sam e outros, recebeu a mesma agressão e humilhação - > sentiu a mesma revolta - > ficou imaginando os mesmos planos mirabolantes de vingança - > e no último dia de aula, foi se vingar. Com um revólver.
E novamente, a história terminou em morte. Mas dessa vez, com um final "feliz".
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O jornal mais influente da cidade de Nova Jersey (onde toda a história aconteceu) publicou a seguinte manchete sobre o acontecido:
“GAROTO QUE SOFRIA DE BULLYING NA ESCOLA ASSASSINOU NESTA MANHÃ, DOIS JOVENS ESTUDANTES DE FORMA FRIA E CRUEL. TALVEZ, ESTES JOVENS NÃO SOFRAM DE BULLYING À TOA, POIS COM ESSES CRIMES, OS MESMOS REVELAM MAIS TARDE QUE SEMPREM FORAM VERDADEIROS MONSTROS.”
Esta manchete merecia ter recebido uma opinião mais ponderada, pois os jornalistas não sabiam e nem pensaram que, para estes garotos que sofriam bullying, talvez a MORTE fosse preferível.
Sam foi um exemplo.