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Mais informações sobre as coincidências entre os maiores assassinatos políticos dos EUA. As mortes de Abraham Lincoln e John F. Kennedy.
"Morre-se apenas uma vez, mas por tanto tempo".

Molière

O dicionário Houaiss define o termo coincidência como sendo a ocorrência simultânea de dois ou mais eventos. Em geral, tal seqüência de fatos é extremamente rara e cercada de obscuridades, isso quando não surge limitada a poucos pontos em comum. Todavia, os dois maiores assassinatos políticos da história dos EUA, quais sejam os dos presidentes Abraham Lincoln e John Fitzgerald Kennedy, revelam uma verdadeira caixa de Pandora, repleta de similaridades que, quando analisadas, realmente chegam a assustar. Para os historiadores, foram as suas realizações, nas funções que exerciam, que transformaram as mortes desses dois estadistas em fatos significativos; para os interessados no inexplicável, foram os detalhes concernentes aos seus últimos momentos na Terra.

Lincoln (16º presidente), emancipador dos escravos e líder do movimento dos confederados, certa vez tivera um pesadelo. Ele confidenciou seu sonho premonitório a um amigo íntimo, Ward Hill Lamon, que deixou um incrível relato por escrito. Nele, Lincoln descreve, em minúcias, o velório de um corpo no Salão Leste da Casa Branca. Ainda no sonho, ele pergunta a um soldado de quem se tratava, e teria obtido como resposta que era o presidente, e que este havia sido morto por um assassino. Poucos dias depois, Lincoln era alvejado na cabeça, por trás e à queima-roupa, enquanto assistia a uma peça no Ford's Theatre, na cidade de Washington. Seu assassino, John Wilkes Booth, usou uma pistola para cometer o crime, ocorrido em 1865, término da Guerra Civil norte-americana. O corpo fora exposto à visitação pública, no Salão Leste da Casa Branca, como previsto.

Antes de partir para a cidade de Dallas, Texas, em novembro de 1963, Evelyn Lincoln, secretária de Kennedy, advertiu-o de que não fosse, comentando que sonhara que ele não voltaria. O presidente (35º do país) democrata, paladino da legislação de direitos civis e mão de ferro no auge da crise com Cuba e com a ex-URSS, descartou-lhe a premonição. Kennedy foi alvejado na cabeça, por trás, por tiros certeiros. O assassino, Lee Harvey Oswald, escolheu como arma um rifle italiano com mira telescópica, vindo a deflagrar três disparos, do sexto andar do Texas School Book Depository, contra a comitiva que passava pela Dealey Plaza.

Até aí nada de mais, certo. Bem, então vejamos algumas das principais correlações:
1) Ambos os crimes ocorreram numa sexta-feira;

2) Kennedy e Lincoln foram assassinados na presença de suas mulheres;

3) Lee Harvey Oswald, algoz de Kennedy, nasceu cento e um anos depois de Booth, o assassino de Lincoln;

4) Kennedy foi eleito para uma função no Congresso cem anos depois de Lincoln. Kennedy em 1946 e Lincoln em 1846;

5) Kennedy foi eleito Presidente um século depois de Lincoln. Lincoln em 06/11/1860 e Kennedy em 08/11/1960;

6) Tanto Lincoln como Kennedy foram sucedidos por sulistas;

7) Seus sucessores na Presidência tinham o nome de Johnson, e as suas datas de nascimento eram separadas por exatos cem anos. Andrew Johnson (17º presidente) nasceu em 1808; Lyndon Baines Johnson (36º presidente), em 1908;

8) O secretário particular de Lincoln chamava-se John. A secretária particular de Kennedy tinha Lincoln como sobrenome;

9) Lincoln faleceu no Ford's Theatre, enquanto Kennedy foi vitimado numa limusine de luxo modelo Lincoln Continental, da marca Ford;

10) O automóvel em que Kennedy estava fora fabricado especificamente para ele, no exato dia de sua morte;

11) Nem Booth nem Oswald viveram para serem julgados pelos crimes. Foram assassinados com tiros advindos de pistolas, à queima-roupa;

12) Booth, após assassinar Lincoln, fugiu do teatro em que cometera o crime em direção a um armazém, onde foi fatalmente alvejado num cerco policial. Oswald, pelo contrário, conseguiu fugir do edifício em que estava por intermédio da janela de um armazém, indo parar num teatro, antes de ser capturado pela polícia;

13) A primeira indicação pública a favor da campanha eleitoral de Lincoln à presidência surgiu numa carta publicada no "Cincinnati Gazette", em 6 de novembro de 1858. O nome sugerido para vice na futura chapa era um secretário da Marinha, posteriormente relegado ao ostracismo, de nome John Kennedy;

14) Os seguranças de Lincoln estavam preocupados com eventuais atentados, e o preveniram disso. O Serviço Secreto, órgão responsável pela guarda de Kennedy, não se agradava da idéia de um desfile em carro aberto, e, constantemente, externava ao presidente as preocupações com atentados;

15) A placa do último carro a compor a comitiva em desfile, no fatídico dia da morte de Kennedy, tinha em sua placa a seqüência numérica "1865", ano da morte de Lincoln;

16) Lincoln comentou com um guarda, momentos antes de ser assassinado, que existiam "homens que querem tirar minha vida. E não tenho dúvidas de que eles conseguirão. Se isso deve ser feito, é impossível evitar";

17) Horas antes de ser atingido mortalmente pelas balas de Oswald, Kennedy disse a mulher, Jacqueline, e a Ken O'Donnell, seu assessor pessoal: "Se alguém quiser me alvejar de uma janela com um fuzil, ninguém poderá impedi-lo. Assim, por que devo me preocupar?";

18) Ambos os assassinatos provocaram enorme comoção nacional, em meio a sentimentos de que houvera uma conspiração para matá-los, e elevaram os nomes dos presidentes à posteridade. Lincoln e Kennedy têm monumentos em sua homenagem no Capitólio, o Congresso norte-americano.

Não bastasse essa seqüência de episódios, as mortes dos dois presidentes são cercadas de enigmas. Trataremos aqui apenas do assassinato de Kennedy.

Envolvido numa difícil conjuntura internacional, ele também enfrentava inimigos em casa, haja vista que a elite dos EUA, temerosa com o excessivo liberalismo do presidente, com a sua crescente popularidade e com as promessas de atuar na defesa dos direitos dos negros e na melhora da condição dos necessitados, tramava sua derrubada, mesmo que fosse pela morte.

O investigador Jim Garrisson, encarregado do caso, diversamente do que foi oficialmente apresentado, teria descoberto uma conspiração, envolvendo a CIA, para matar o presidente (essa é a versão apresentada pelo cineasta Oliver Stone, no filme "JFK"). O próprio Lee Harvey Oswald fora formado e treinado por esta agência anos antes. Mas essa é apenas a ponta do iceberg:

1) Oswald, consoante documentos da Comissão Warren, que subsidiou a investigação da promotoria, teria disparado três tiros. O primeiro, encoberto pelas árvores, ricocheteia e atinge um espectador, o segundo acerta o presidente na nuca e a bala sai pela sua garganta, atingindo o governador do Texas, que estava no banco da frente do carro, ferindo ombro, costelas e punho deste. Já o terceiro tiro, que teria sido o fatal, esfacela o crânio de Kennedy. Críticos dessa tese explicam que, mesmo para um exímio atirador, era praticamente impossível acertar dois tiros no mesmo ponto (qual fosse a cabeça de Kennedy) num alvo móvel (o carro) a partir do local em que se encontrava, no sexto andar de um edifício, a dezenas de metros de distância;

2) Análises de computador e um filme caseiro corroboram a história contada, contudo somente duas balas, dentre as três, são encontradas de imediato. A segunda disparada só aparece muito depois, em perfeito estado, apesar dos vários e graves ferimentos que provocara no presidente e no governador. Até hoje, o artefato que matou Kennedy é uma incógnita;

3) Oswald, após os disparos, teve apenas 90 segundos para abandonar o local em que se achava. Detalhe: ele teve que descer quatro lances de escada, tomando o cuidado de fechar as portas por onde passava e de pular na direção de um armazém;

4) O rifle utilizado, um Mannlicher Carcano 6,5mm, fora adquirido pelo correio de uma loja de Chicago por US$ 19,95, e não era a arma ideal para aquele tipo de disparo. Não foram encontradas impressões digitais de Oswald na perícia da arma. Dias depois, um novo exame veio a achar uma impressão parcial da palma de sua mão direita. Mesmo atualmente, essa evidência é considerada duvidosa e supostamente plantada;

5) Depois do crime, às 12h30, Oswald toma um táxi, que parecia aguardá-lo, armado com um revólver, até sua casa. Parado por um policial, Oswald reage e o mata com vários disparos. Então ele foge para o Texas Theatre, onde um cerco policial o detém;

6) Dois dias depois de sua prisão, ele é assassinado por Jack Ruby, que tinha ligações com a máfia e era investigado pelo FBI e pela CIA;

7) 1h40min após a declaração da morte de Kennedy, Lyndon Johnson faz o juramento presidencial ainda a bordo do Air Force One. Havia certa pressa injustificada no procedimento;

8) Dezenas de pessoas, inclusive policiais, que estavam na multidão, disseram ter visto homens vestidos com ternos escuros em atitude suspeita no gramado ao lado da avenida. Duas testemunhas oculares asseguraram, sob juramento, que viram um homem, armado com um rifle, atirando, através de uma cerca próxima à área gramada. Além disso, relatos variados davam conta de que houveram mais tiros, além dos de Oswald, vindos daquela área. Todas essas testemunhas foram detidas, receberam ríspidas advertências para que confirmassem a versão da CIA e tiveram seus depoimentos desconsiderados. Questões de segurança nacional foram alegadas nas ameaças;

9) Expressando vontade da família em preservar a privacidade, os resultados da autópsia nunca foram expostos;

10) Todo comentário da mídia que envolvesse o governo ou uma suposta conspiração foi censurado;

11) Havia uma quantidade insuficiente de seguranças para proteger Kennedy, e o governo sabia disso, nada tendo feito para evitar tamanha exposição à plena luz do dia;

12) Suposições dão conta de que, àquela época, a Máfia seria usada pela CIA em queimas de arquivo por todo os EUA, daí o envolvimento de Jack Rubi, assassino de Oswald, para abafar o caso e impedir que mais coisa viesse à tona.

Quem duvidar de tudo o que foi dito, que busque informações acerca das coincidências entre as mortes de Lincoln e Kennedy. A surpresa será grande.

Kiko - João Pessoa - PB

Comentários  

0 #1 Yêda AlencarVisitante 01-08-2006 13:28
Adorei a comparação...Muito legal e com muitos detalhes.
Parabéns :-)
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0 #2 AlguémVisitante 03-08-2006 17:27
Realmente incrível.
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0 #3 Visitante 10-08-2006 11:53
e´incrivel como se identifica as conparaçoes :-)
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0 #4 LincolnJaqueline Amaral 01-06-2009 10:18
Ótima a comparação, mas Lincoln não era líder dos Confederados pq estes eram a junção de 11 estados sulistas que faziam oposição ao governo de Lincoln, ao qual o seu assassino era simpatizante.
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0 #5 Abraham Lincoln/John KennedyNuno Ferreira 01-07-2009 09:10
Abraham Lincoln foi o Décimo-sexto presidente dos Estados Unidos, eleito em 4 de março de 1861.
John Kennedy foi o Trigésimo-quinto presidente dos Estados Unidos, eleito em 8 de novembro de 1960.
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0 #6 linconm 18-07-2009 09:55
Muito bom...
Mas algumas partes naum fecham como quando Lincoln foi eleito e presidente e Kennedy foi eleito.
Mas os dois foram mortos por uma conspiraçaum do governo para tiralos da presidencia... ainda a muitos mitos da mortes dos dois q naum foram ditos.
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0 #7 a morte de lincomdia d 19-08-2009 13:22
acho que lincons foi vitima de queima de arquivo por saber mais do que divia
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0 #8 Nayaraa ;D 22-09-2009 11:28
MUIIITOO legal adoreei''
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0 #9 A morte de Lincon e de KennedyPatricia 31-01-2010 12:52
A Morte dos dois parece q foi planejada mais ou sera q é conhecidencia Muito legal tirou as minhas duvidas XD
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